Por Altamiro Borges
A visita ao Brasil de Yoani Sánchez tem gerado grande excitação na mídia. Ela não é tratada como uma mera blogueira, mas sim como a principal dissidente de Cuba na atualidade. As corporações midiáticas, que nunca toleraram a revolução cubana – e, inclusive, usaram o perigo do seu espectro para defender o golpe militar de 1964 –, apresentam a blogueira como heroína das liberdades democráticas. O interessante é que a mesma mídia nada fala sobre Bradley Manning, o jovem soldado preso nos EUA desde maio de 2010.
As condições da prisão do jovem soldado estadunidense, na base militar de Quantico, na Virgínia, ferem todos os princípios dos direitos humanos. Ele ficou quase um ano na solitária. “Eu estava certo que ia morrer naquela cela animalesca”, afirmou numa entrevista. A pressão interna e externa garantiu a sua sobrevida. Ele também sofreu bárbaras torturas psicológicas. No final do ano passado, os eleitores do jornal britânico The Guardian elegeram Manning como a personalidade do ano na defesa da liberdade de expressão.
Apesar destas atrocidades, a mídia colonizada evita dar destaque a este caso dramático. Não há qualquer campanha midiática pela libertação de Bradley Manning. Por razões óbvias, a imprensa seletiva prefere tratar como heroína a dissidente cubana Yoani Sánchez, que também é diretora da golpista Sociedade Interamericana de Prensa (SIP) e “colaboradora especial” do Instituto Millenium, o antro dos barões da mídia nativa. E ainda tem gente que acha que a luta de classes acabou e que a “guerra fria” não existe mais!
Fonte: http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/02/yoani-sanchez-e-bradley-manning.html#more

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